segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Palavras infelizes...



No almoço comemorativo do 9º aniversário do núcleo sportinguista de Vendas Novas, o senhor Eduardo Bettencourt, presidente do S.C.P. e militante indiscutível do segundo maior clube português fez afirmações tão surpreendentes quanto lamentáveis. Talvez na tentativa de se mostrar um parceiro à altura do distribuidor de fruta que todos conhecem ou, por outro lado, em solidariedade com a equipa de futebol do seu clube, veio a terreiro demonstrar que o nível de actuação da direcção do clube é semelhante ao do desempenho da equipa – completa desilusão! São os próprios sócios e adeptos que o afirmam.

Nas suas declarações, transcritas na imprensa, diz a dado passo:

“Sabem porque o Sporting é um clube diferente? Porque não confundimos futebol com política. Não temos relações promíscuas com instituições. Resolveram os problemas dos outros antes de resolver os do Sporting…”

Estava, decerto, a referir-se à iniciativa do presidente da Câmara de Lisboa, Santana Lopes, ex-presidente do seu clube, na fase de construção dos novos estádios com vista ao Campeonato da Europa realizado em Portugal.  Não disse, talvez “por desconhecimento”, que para satisfazer os interesses do seu clube foi necessário alterar o plano urbanístico de forma nada consensual (duvidoso até), motivo que levou a adiar a decisão até mandato posterior…
Na outra afirmação transcrita dizia:

“É uma vergonha o fundo do Benfica! Javi Garcia avaliado em 16 milhões, juniores que ninguém conhece avaliados em 5 milhões”.

Este senhor é economista, formado numa sociedade de economia de mercado e exercia funções como administrador da Comissão Executiva duma entidade bancária.
No mínimo devia respeitar a CMVM que, por sinal, até tem sido particularmente rigorosa com a SAD benfiquista ao contrário do que acontece com outras SAD’s existentes. Depois desrespeitou os responsáveis pela entidade bancária, provavelmente economistas de maior qualidade que, com os responsáveis pela SAD do S.L. e Benfica definiram, de forma absolutamente legítima, o enquadramento daquele fundo obrigacionista.
Depois “desacredita aquele a quem chamam papa, que considera o Departamento de Prospecção do Benfica o melhor do país”. Ah! e esqueceu-se da valorização que o seu clube atribuiu aos, na altura, ex-júniores João Moutinho e Miguel Veloso para impedir a sua saída.

Concluindo: Em minha opinião demonstra desonestidade intelectual e como economista deixa muito a desejar. O Sporting C. P., apesar de ser um clube adversário, não merecia!

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