As portas que Abril abriu!
Não era espectável, para quem lutou para que o 25 de Abril de 74 acontecesse, que “as portas abertas” constituíssem serventia para o oportunismo, a vigarice, o compadrio, a corrupção, enfim, o poder mafioso se tornasse dominante.
Concretamente no futebol, ao contrário do que aconteceu em Itália (berço da máfia) onde a verdade imperou condenando os corruptos sem olhar a nomes (casos de Juventus e Milan) e Inglaterra, onde os nomes de Cantona e Manchester United não impediram uma punição de oito meses para agressão a um espectador, aqui fecham-se os olhos à corrupção, com a conivência de sectores do sistema judicial, e à violência, com o compadrio de, “jubilados” ou não, componentes do Conselho de Justiça de uma Federação a quem, estranhamente, ainda não foi retirado de facto o estatuto de Utilidade Pública.
Até a vergonha perderam!
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