
O erro do árbitro é susceptível de acontecer,
– desculpável quando é consequência de equívoco na análise dos lances;
- indesculpável quando resulta de errada aplicação da lei em situações de fácil análise dos lances.
No primeiro caso é “erro de facto “; No segundo caso é “erro técnico” e susceptível de protesto e eventual repetição do jogo.
Exemplos de (eventuais) erros de facto:
. grande penalidade assinalada contra o Benfica, no jogo F.C.Porto-S.L.Benfica. na época 2008-2009;
. alegadas grandes penalidades no jogo Sporting C.P. -S.C. Braga (favoráveis uma a cada equipa)
. alegados erros na amostragens de cartões a Hulk e Cardoso na primeira jornada.
Exemplo de erro técnico:
. Não repetição da grande penalidade favorável ao Benfica na primeira jornada.
A referência aos erros de arbitragem é legítima; mas tem limites, pelo menos éticos.
Acontece que, iniciada a época 2009-2010, imediatamente após a primeira jornada e para prevenir o efeito de eventuais "pandemias" de maus resultados, é lançada a “vacina” dirigida aos árbitros. E a ética foi esquecida. Vale tudo.
Vejamos então:
- O senhor Jesualdo Ferreira (que me habituei a respeitar há mais de 20 anos, quando foi meu professor no nível máximo do meu Curso de Treinador e me desiludiu ao perder o seu sentido ético na mudança da Boavista para a zona das Antas) vem queixar-se da permissividade dos árbitros para os que “maltratam” o seu Hulk, omitindo a legitimidade da apresentação do segundo cartão amarelo ao seu jogador (que só pecou por tardia pois poderia – e deveria – ter acontecido ainda na primeira parte com a possibilidade de, em função do critério do árbitro, poder ter outra cor) e fazendo tábua rasa dos inúmeros atentados à integridade física dos adversários perpetrada pelo seu discípulo Bruno Alves. Ah! Esqueceu-se também de referir ter o seu clube beneficiado dum erro de arbitragem, no jogo da pretérita jornada que, a não ser cometido poderia ter-lhe retirado um ponto.
- O treinador adjunto do Sporting, senhor Carlos Pereira, apesar de mais moderado do que costuma ser o seu chefe de equipa, afirmou ter o seu clube sido prejudicado pelo árbitro ao não assinalar uma alegada grande penalidade favorável à sua equipa. Provavelmente preocupado com o comportamento dos seus jogadores esqueceu-se de ver o resto do filme que incluía uma outra alegada grande penalidade, desta vez favorável ao seu adversário.
São também sintomas de preocupação os que apresenta o humorista Diogo Quintela.
De tal modo que o sentido de humor que, frequentemente os seus textos comportam, desapareceu completamente na crónica que hoje apresenta no jornal a Bola.
Critica José Manuel Delgado por utilizar uma página do jornal a demonstrar uma irregularidade que configura um erro grave de arbitragem susceptível, como referi anteriormente, de protesto. Deduzo que considera mais importante a utilização do mesmo número de páginas (uma) na sua crítica balofa mascarada de humor.
Presumo que, ao contrário da situação ocorrida no jogo final da Taça da Liga em que o árbitro teve um erro de facto que prejudicou o seu clube e a notícia foi referência de primeira página na imprensa escrita e noticiários televisivos ao longo duma semana, esta página foi excessiva (mais, um exagero!).
Concluindo: Para o segundo clube mais importante do país, se a notícia ou crónica demonstra que o S. L. Benfica foi prejudicado deve ser omitida (claro, é uma notícia sem importância; acontece tanta vez!!!) mas verificando-se o contrário deve ser divulgada profusamente em toda a comunicação social (pudera! É tão raro acontecer!!!).

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