terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paradoxos









Se bem me lembro…



• O treinador do S.C.Portugal, Paulo Bento, e a generalidade dos órgãos de comunicação escrita e audiovisual fizeram enorme alarido ao longo de cerca de uma semana após uma decisão incorrecta do árbitro, Lucílio Baptista, ao assinalar grande penalidade contra o S.C.P. em benefício do S. L. Benfica no jogo final da Taça da Liga da época anterior, omitindo as várias outras decisões incorrectas do mesmo árbitro, no mesmo jogo, que penalizaram significativamente o S.L.B..


Lembro bem…


• No passado domingo e 2º feira, a mesma imprensa alimentou de forma intelectualmente desonesta a ideia de grande penalidade mal assinalada favorecendo o S. L. Benfica no jogo com U. Leiria (refiro desonestidade intelectual por não admitir que profissionais relatores, comentadores ou repórteres de jogos de futebol desconheçam as regras que enquadram este desporto). Relembro a ideia lançada na semana anterior de alegados erros de arbitragem, desmentidos pela utilização de novas tecnologias que demonstraram a correcção das decisões apesar do comentador, com as imagens à sua frente “manter as dúvidas relativamente à sua legalidade”, que teriam proporcionado dois dos quatro golos com que o Benfica venceu o Belenenses.


Curiosamente…


• A mesma imprensa na noite de ontem e hoje (3ª feira) quase não refere (limita-se a reproduzir a posição dos treinadores das equipas) a grande penalidade incorrectamente assinalada e que teve influência directa no resultado do jogo Sporting-Olhanense para a Liga Sagres. O treinador Paulo Bento, de memória curta, esqueceu a forma incontida como se tinha pronunciado na situação relativa à final da Taça da Liga, reconhece o erro do árbitro mas considera que a sua equipa foi mais prejudicada por, alegadamente, ter existido uma grande penalidade não assinalada no mesmo jogo e a expulsão que, em sua opinião, deveria acontecer no mesmo lance e, como não bastasse para alimentar a sua posição de “coitadinho” decide acrescentar uma opinião (desenquadrada do contexto) sobre um lance de grande penalidade alegadamente mal assinalada contra a sua equipa em jogo anterior do campeonato (derrota em casa com o S. Braga). COITADINHO! COITADINHO! COITADINHO!!!


CONCLUSÃO: Contra os factos, os argumentos desonestos de quem pretende impor a ideia de que o Benfica é beneficiado pelas arbitragens não pega. Concretamente, ao fim das primeiras cinco jornadas a equipa do Benfica é, das posicionadas no topo da tabela classificativa, a única que não obteve vantagem factual de erros de arbitragem.



N.B.: Às vezes olho-me no espelho e “digo” para a imagem «tu és masoquista. Continuas a ouvir as tolices do “repórter????” Nuno Luz». Mas o que hei-de fazer? não resisto, como ontem após o jogo S.C.P.-Olhanense. Provavelmente é por haver mais pessoas como eu que ele mantém o seu posto de trabalho.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pensar Futebol - A Estrutura










Sei que as opiniões divergem entre os aficionados do futebol.
Mesmo dentro de núcleos restritos de sectores específicos como dirigentes e treinadores, a opinião não é consensual no que se refere às competências do treinador. Obvio que lhes compete planificar e ministrar as tarefas de preparação física, técnica e táctica do grupo; escolher a composição e dirigir a equipa nos jogos a disputar (embora se verifiquem, infelizmente, casos de interferência por parte de directores). Dúvidas subsistem quanto à responsabilidade da composição do plantel.
. Há quem opine que é uma competência do treinador porque a responsabilidade que lhe é atribuída só poderá ser cobrada se lhe forem proporcionadas as “ferramentas” que ele pretende para desenvolver o seu trabalho;
. Outros terão opinião diferente, considerando ilógico ser essa uma competência do treinador tendo em conta que, se assim for, um próximo treinador pode considerar que nenhuma dessas “ferramentas” lhe interessa e exigir a construção de um novo plantel. Portanto competirá à direcção formar o plantel e ao treinador trabalhar com “as ferramentas” que lhe são disponibilizadas e delas obter o rendimento pretendido.
. A tendência será, naturalmente, uma opção consensual subordinada a dois factores decisivos, a disponibilidade financeira do clube e a capacidade da gestão dos fundos disponíveis por parte do director desportivo a quem competem as decisões finais, tendo em conta a opinião do treinador tomado como assessor (dependendo da organização estrutural do clube, pode o director desportivo ser, conjuntamente com o treinador, assessor de outro director hierarquicamente superior com poder de decisão final). Complementarmente serão tidas em conta outras assessorias, designadamente as áreas de prospecção e de formação.
Assim será possível caminhar no sentido de acabar com situações de jogadores transferidos por valores elevados serem marginalizados ou cedidos precariamente na época seguinte por treinador diferente com graves prejuízos financeiros para o clube.
E isto implica a existência de uma condição indispensável: um forte e permanente espírito de equipa capaz de ultrapassar pontuais divergências.
Para que tal aconteça é imprescindível uma avaliação aprofundada das características dos treinadores em equação para contratação, nas vertentes consideradas importantes para a ocupação do cargo, o que deve ser definido previamente. Do rigor na definição desses parâmetros, na avaliação dos candidatos e consequente escolha, residirá grande parte do nível de sucesso a atingir.
Depois, e considerando que futebol é um jogo e, como tal susceptível de, principalmente no curto prazo alguns resultados não corresponderem à qualidade do trabalho desenvolvido, é necessária grande firmeza na manutenção da estrutura, independentemente da pressão externa, de modo a permitir a consolidação do trabalho desenvolvido. Este é um ponto onde os responsáveis, frequentemente, vacilam e acabam por ceder a pressões externas ditadas por reacções impulsivas muitas vezes alimentadas por profissionais da comunicação social que demonstram ser mais manipuladores do que analistas responsáveis. É nestas alturas que compete ao responsável máximo assumir que é a ele que compete decidir, independentemente das opiniões externas desconhecedoras da realidade interna do clube e de acordo com a sua análise cuidada, conhecedora e responsável do trabalho desenvolvido pela equipa técnica.
Analisando o que se passa no Benfica, de acordo com as ideias expressas anteriormente direi que me parece (pois não possuo elementos de análise que me permitam maior convicção) possuir Rui Costa características para ser um director desportivo de eleição ao nível do que foi como jogador que foram sublimadas por um ano de adaptação ao cargo e serão, decerto, aperfeiçoadas com o decorrer do tempo.
Importante, e no interesse do Benfica, é que os sócios e adeptos dediquem um apoio inquebrável à actual estrutura e sua estratégia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Corrupção "democrática".









Na revista de domingo do “Correio da Manhã” é transcrita uma frase alegadamente incluída numa entrevista dada ao semanário Expresso por um indivíduo de nome Antero Henrique que exerce funções como director geral da S.A.D. do F.C. do Porto. Dizia assim: - “O Benfica não sabe viver em democracia”.
Espantoso o descaramento com que são feitas afirmações tão absurdas. Direi mesmo que esta é uma afirmação desavergonhada!
Mas como condescendência não é uma palavra vã, vamos aceitar que haja quem tenha um entendimento de democracia diferente do meu… por exemplo, que entenda que democracia é todos terem o mesmo direito de “jogar sujo” e como o Benfica não alinha no jogo sujo, então não saberá viver nessa democracia (porca!). Aqui já começo a entender a posição “antidemocrática” benfiquista e a associar-me a ela (vejam bem, eu que desde meados dos anos sessenta venho lutando pela democracia!).
E, partindo deste novo entendimento, compreender a “legitimidade” do “papa” e seus apaniguados em enveredar pela fraude e corrupção convictos de que não serão penalizados porque a alegada não legitimidade das escutas telefónicas os inocentam do facto real que elas demonstram: participação, de facto, em actos de corrupção!
Concluindo: O Benfica não sabe viver na democracia de corrupção em que vive aquele indivíduo, seus companheiros e seguidores!
Por mim, Bem Haja S.L. Benfica
!!!